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Coeficiente de mortalidade neonatal e infantil de Novo Hamburgo está abaixo da média do RS e do Brasil

FSNH

14/11/2019 14:10

No Novembro Roxo, números evidenciam o trabalho realizado na UTI Neonatal do Hospital Municipal


Nos dois primeiros quadrimestres deste ano, de 1.427 nascimentos no Hospital Municipal de Novo Hamburgo, 158 foram prematuros – a média de casos fica em torno de 10% a cada ano. Ao mesmo tempo em que os números retratam um cenário não desejado, eles revelam uma realidade bem promissora: a taxa de mortalidade neonatal ficou 6,11 em 2018, o menor coeficiente da série histórica a partir de 2011. E não é só isso, o coeficiente impactou diretamente nas estatísticas da mortalidade infantil de Novo Hamburgo - 8,82 por 1.000 nascidos vivos no ano passado, um coeficiente bem abaixo da média do RS, de 9,67, e do Brasil, de 12,8.  “Em 2019 não deve ser diferente, estamos trabalhando muito para reduzir ou ao menos manter estes indicadores”, diz o dr. Pierre Prunes, coordenador da UTI Neonatal do HMNH, lembrando que exatamente um mês após a inauguração da nova UTI Neonatal será comemorado o Dia Mundial da Prematuridade em 17 de novembro.

Segundo o neonatologista, a queda da mortalidade neonatal, consequentemente da infantil, é resultado da qualidade do atendimento oferecido aos prematuros, que contam com tratamentos modernos e adequados, e ao trabalho conjunto da Secretaria Municipal de Saúde para integrar o pré-natal do município às 21 cidades em que o Hospital é referência para a materno-infantil. “Estamos fazendo uma revolução na saúde. O atendimento não se restringe a medicamentos, mas a qualificação da equipe multidisciplinar que prima pela assistência compartilhada com as famílias”, comenta.


ENCONTRO - E neste clima de compartilhamento que o Mês da Prematuridade ganha destaque na UTI Neonatal do Hospital Municipal. Além da decoração alusiva, as equipes vestiram literalmente a camisa do Novembro Roxo. Outra ação está programada para o próximo dia 23, às 15 horas, na Sala Feevale do HMNH. Trata-se do tradicional Encontro de Prematuros. Para esta data foram convidados 40 bebês, que nasceram em 2018 e 2019, e seus familiares. "O objetivo é confraternizar e celebrar a vida. É um reencontro de familiares e crianças que passaram pela UTI Neonatal com os profissionais que cuidaram delas", afirma Prunes. Embora tenham passado por momentos de medo e incertezas, provocados pela prematuridade, o encontro tem a marca da vitória para as famílias e as equipes.

Prunes observa, ainda, que o Novembro Roxo também é de conscientização, de sensibilização. “Nosso objetivo é alertar sobre o crescente número de partos prematuros e da importância de um pré-natal completo, o que reduz as chances de o bebê chegar antes do previsto", explica. Segundo ele, a prematuridade ainda é uma realidade de muitas mulheres, que trazem os bebês ao mundo antes da 37ª semana, sendo uma das principais causas a pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial na gestação).  No País, são  registrados mais de 340 mil partos de prematuros por ano – 11,5% do total de nascidos. O percentual supera a média global de 10%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).



Da apreensão à contagem dos dias para levar Ayana para casa



Do nada, uma gravidez que era para ser normal se transforma em alto risco ou o parto acaba acontecendo antes da hora, impactando na carga emocional e física dos pais que podem ir para casa, mas precisam deixar seu bebê sob os cuidados da UTI Neonatal. A prematuridade é uma realidade de muitas mulheres, que têm a gestação interrompida antes da 37ª semana. Situação vivida por Bruna Maria Kisner, de 24 anos. Moradora do bairro Canudos, a montadora de equipamentos eletrônicos teve pré-eclâmpsia e precisou adiantar a chegada de Ayana, que nasceu de 7 meses e pesou 1.420 gramas, precisando ir para a Unidade de Tratamento Intensivo.

Junto com o marido, o bombeiro Leomar Peixoto Junior, de 38 anos, as idas e vindas ao Hospital se tornaram rotineiras. Com a evolução de Ayana, que há duas semanas está na Unidade Canguru e em 13 de novembro completou um mês, as mudanças também são visíveis na fisionomia dos pais. "No começo fiquei muito preocupada, principalmente quando ouvi a frase 'faremos de tudo para salvar sua filha'. Hoje, vejo todo o progresso dela, que já está pesando 2.433 gramas. Estamos contando os dias para levá-la para casa ", conta, sorrindo, Bruna, avisando que só falta Ayana aprender bem a pegar o peito para isso acontecer. Leomar, como profissional experiente em salvar vidas, lembra dos momentos de apreensão, porém seu conhecimento sobre a estrutura e os avanços da medicina o deixaram mais tranquilo para lidar com a situação.

 

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