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Bebê anjo: uma história de amor e superação no Hospital Municipal

FSNH

12/02/2020 13:18

O que poderia ser uma simples visita à Casa da Gestante na tarde de ontem, revelou uma linda e emocionante história de bastidores do Hospital Municipal. A jovem Fernanda Henz Gomes, moradora de Campo Bom, esteve internada em outubro de 2019 em um momento de muita apreensão e felicidade à espera da pequena Estela.


Durante sua visita, abraçou as mamães e conheceu as dependências do local. Ao falar do que motivou sua vinda, descobrimos algo muito especial. Cabe lembrar que desde, que foi inaugurada em 19 de dezembro de 2018, até o presente momento, a Casa da Gestante, do Bebê e da Puérpera já teve mais de 350 mulheres internadas.


Fernanda e o marido tinham um sonho - a tão aguardada gravidez. O casal, “tentante” (termo utilizado para descrever as pessoas que estão no processo de tentativas para engravidar) há cerca de sete anos, havia iniciado tratamento para infertilidade em 2018, no Hospital de Clínicas em Porto Alegre.


O sonho de ser mãe a fez persistir e tornou-se realidade ao receber a notícia de que estava grávida - e isso ela sabe dizer exatamente o dia: 22 de maio de 2019.  Daí em diante, a rotina de tentante deu espaço para a rotina de gestante: consultas, exames e cuidados com a alimentação para ter uma gravidez tranquila e saudável.


Com 23 semanas de gestação, numa consulta de pré natal, Fernanda recebeu a indicação de seu município de origem para vir ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo, onde poderia contar com uma Maternidade bem estruturada e principalmente uma UTI Neonatal. O risco de nascimento prematuro de Estela era grande.


Fernanda desejava muito um parto humanizado e ele aconteceu. Foi no dia 07 de outubro de 2019, às 23h15. Estela nasceu prematura, com 32 cm de comprimento e pesando 683 gramas."Meu marido e eu tínhamos escolhido o nome dela desde o início do nosso namoro, há 12 anos atrás", comentou Fernanda. O que era para ser motivo de extrema felicidade, o nascimento da tão esperada filha, devido as condições de saúde do bebê, ainda gerava ansiedade à família. "A equipe foi maravilhosa, deixaram que eu a pegasse no colo e sentisse Estela pertinho de mim, e este contato foi maravilhoso", ressalta, enquanto se emociona.


Ela comenta que não esperava que pudesse ter esse contato com a bebê, após o nascimento, pouco antes dela ser levada para a UTI Neonatal. Segundo a mãe, durante toda a gravidez o casal conversava muito com o bebê e não poderia ser diferente: seguiram interagindo bastante com ela.


Bebê - anjo - A bebê, prematura extrema, lutou pela vida na UTI Neonatal e o seu coraçãozinho parou de bater poucas horas depois - ainda na madrugada seguinte ao seu nascimento. Estela é considerada uma "bebê-anjo", como explica a psicóloga da Linha de Cuidado Materno Infantil da Fundação de Saúde Pública (FSNH), Fernanda Jaeger, que acompanhou a mãe desde sua chegada ao Hospital Municipal. Ontem as duas se reencontraram na Casa da Gestante.


Dentre o que mais marcou o período em que esteve internada, segundo a mãe da Estela, foi a atenção dispensada à ela e à família. "Sou muito grata por ela ter nascido e pelo apoio que recebi da equipe no Hospital Municipal", destacou, referindo-se às vivências da internação desde antes do nascimento, o parto humanizado e após a morte da filha. Quanto à dor da perda da filha, ela acredita que a missão de Estela foi cumprida e o fato de poder pegá-la após o parto, interagir com ela e acompanhar sua luta pela sobrevivência, a deixa em paz.


Atualmente, Fernanda e o marido - que já são pais, são pais de anjo, voltaram à rotina de tentantes, retomaram o tratamento no hospital em Porto Alegre e o plano é dar muitos irmãos arco-íris para a filha Estela. A psicóloga Fernanda ainda explica que bebês arco-íris são aqueles que vêm após a perda de um outro filho (seja uma perda gestacional precoce ou tardia, uma perda neonatal, pós-neonatal ou na primeira infância). Do ponto de vista psicológico, não existe um tempo certo para tentar de novo, é o tempo de cada casal.

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